Alamarque Bernardes, uma assistente social que faz parte da história do Guará

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Hoje é o dia da profissão, que na minha opinião deveria entrar no rol das mais difíceis de exercer. O profissional de serviço social, cuja data se comemora e homenageia no dia 15 de maio, precisa ter coração e grande sensibilidade para executar seu trabalho. Fui em busca de Alamarque Bernardes, nossa ilustre guaraense, que assim como Maria de Lourdes Abadia é reverenciada por assentar moradores de favelas na Ceilândia, Alamarque jamais será esquecida por seu trabalho de assistência social no Guará, ao participar da remoção de três grandes invasões, na cidade que começou a morar antes da inauguração na quadra 03 do Guará I, vindo para cá com seus pais.

Sempre de tênis e camiseta ela percorria as ruas do Guará para resgatar os desassistidos pela sorte

Solicitei a ela que fizesse um pequeno relato da sua atuação profissional e, ao reviver sua trajetória, creio que a saudade do Guará bateu forte. Atualmente, Alamarque é concursada do Governo do Distrito Federal e exerce suas funções na Secretaria de Desenvolvimento Social, Sedes, de onde é responsável pela Casa Flor, de acolhimento às mulheres vulneráveis e em situação de rua, localizada em Taguatinga Sul.

“De 2000 a 2006 trabalhei como diretora social na administração do Guará. Foco principal era acompanhar a população em situação de rua. Nessa época fizemos a remoção das famílias que moravam na Antiga Vila Feliz e que foram assentados na QNR 01, 02 e 03, gestão do governador Roriz. Também acompanhei e fiz o cadastro socioeconômico das famílias do Pelezao, que também foram removidas para as QNRs“, pontua Alamarque.

“Desenvolvi projetos junto aos carroceiros que era uma atividade forte na cidade e passamos a acompanhar às famílias deles e também as condições de trabalho e a saúde dos animais junto a vigilância ambiental. Projetos e campanhas junto às famílias carentes com visitas domiciliares fortalecendo às famílias de baixa renda com ações sociais” relata a assistente social.

Do Guará para todo o DF

Alamarque dedica sua existência a cuidar de vidas

Em 2007 iniciou seu trabalho na então Sedestmidh,como assessora de fiscalização do CAS/DF , fazendo acompanhamento das entidades não governamentais. Em 2008 e 2009 foi ser assistente social do Cras Estrutural e depois do Creas, onde teve a oportunidade de conhecer a comunidade que só morava na Estrutural, mas que dependia dos órgãos públicos do Guará e na grande maioria trabalhadores na cidade do Guará.

Em 2009, já como servidora efetiva da secretaria trabalhou no Cras Riacho Fundo I e, após 06 meses foi para a gestão como assessora da Subsas, fazendo monitoramento e acompanhamento das unidades da básicas e da alta complexidade.
Em 2011 foi lotada no Abrigo Para Mulheres – Casa Flor, há 05 anos à frente da gerência da unidade, fazendo o que mais sabe e gosta na vida! Cuidar de quem nunca foi cuidada.. olhar o outro com o olhar de uma política pública, mas com a atenção daquele acolhimento que acolhe!


“Nestes 11 anos já chorei muito pelas dores dos outros, mas também já tive muitas alegrias quando reintegro uma mulher à família ou a comunidade ou quando localizo familiares que não sabem aonde estão seus parentes.. temos casos de muito sucesso! O último foi a trans que estava na parada de ônibus aqui no Guará,” conta emocionada.


“Um sonho: que as pessoas vejam à população em situação de rua como alguém que também tem necessidades e anseios… que deixem de ser invisíveis”, finaliza Alamarque. A reportagem do Blog da Zuleika fica sem palavras diante de tanto desprendimento e amor ao próximo, aproveita para parabenizar a todos que optaram por esta profissão, que traz tantas dores e novos amores. Porque os novos amores é que nos trazem o frescor da juventude e aquece a alma.

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Quem é Zuleika Lopes

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