Pai e filhos negros são impedidos de entrar em carro do 99 no Guará

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Enquanto o mundo celebra as poucas conquistas dos brasileiros durante as Olimpíadas de Tokyo e a imprensa em geral destaca a infância de dificuldades financeiras das medalhistas olímpicas, afrodescendentes, que tanta alegria trouxe aos brasileiros;no Guará, em mais um dia de creche de uma criança negra, seu paí é impedido de adentrar dentro de um veículo do aplicativo de corridas 99. Ele havia solicitado a corrida por estar atrasado para deixar seu pequeno na Creche Comunitária da 38, no Guará II. todos sabemos o quanto os horários de chegada e saída são rígidos nas creches públicas do Distrito Federal.

E acreditem, que hoje pensei seu eu teria direito de postar a medalha de ouro da Rebeca Andrade na ginástica olímpica. Penso tanto sobre esse assunto. È como se eu quisesse me apropriar de uma vitória que é dela e de sua família. E o fato de ressaltar que ela é negra e sua família pobre, como se para nós, negros, tudo fosse impossível. na realidade, um milagre, pois ouvi sua mãe falando que a família é evangélica. Quantos nãos nossa Rebeca e sua família devem ter escutado nessa vida?

Pois ai está, diante de nós as mazelas de um país que pinta de verde e amarelo o racismo velado das elites. Nossas crianças já nascem querendo imitar nossos irmãos brasileiros de pele clara, os cabelos alisados é um claro exemplo, que as meninas sempre seguiram e que os meninos, aos poucos também aderiram. Pois raça branca, só lamento para quem acredita, no Brasil já se foi há muito tempo.

Pense num pai que quer dar a melhor infância para seu filho e o coloca na creche para que possa trabalhar. E que creche, a Comunitária da 38, não só dá abrigo, alimento e educação. Prepara as crianças para a vida. Meu neto David Roberto, de 13 anos, passou dos seis meses aos quatro anos lá. Até hoje pede se pode abrir a geladeira para pegar um alimento.

O não do motorista

Quero pedir a este pai, o Patrick Vinicius que não desista de dar a melhor educação para seu pequeno. Casado e morador da QE 40,pai de 2 filhos, trabalha com investimentos na bolsa de valores. “Fiquei estático quando aconteceu. Passo por situações deste tipo na rua, mas nunca com meu filho”, relata Patrick.

“Estou com um sentimento horrível até hoje. Uma vergonha que nunca senti. Meu filho chorou, pois quando o motorista enlouquecido gritou, o pequeno achou que era com ele. Todos nós da família estamos sentindo um ódio profundo pelo que ele fez”, esclarece o pai.

Faltou verificar se ele era humano

A resposta do Aplicativo 99 ao usuário foi mais chocante ainda: deram a opção ao Patrick de bloquear o motorista para que ele não mais atendesse seu chamado. Acorda, 99, o buraco é mais embaixo. Não é isso que queremos. Racismo é crime e deve ser punido com o rigor da lei.

O Blog da Zuleika também está á espera de uma explicação sobre o acontecido e quais às providências tomadas. Já o Patrick Vinicius já fez sua ocorrência policial. Aguardem os desdobramentos.

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