Evento amplia experiência cultural, reforça práticas sustentáveis e conecta o fazer artesanal a uma agenda de desenvolvimento, inclusão e responsabilidade
Entre tradição, criatividade e um olhar cada vez mais atento à sustentabilidade, o 21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, revela sua força como uma das principais iniciativas nacionais dedicadas ao setor. Com a participação de 21 estados e do Distrito Federal, o evento reúne exposição e comercialização de peças, oficinas gratuitas de gastronomia e artesanato, praça de alimentação temática e programação cultural com música, cordel, repente, teatro infantil e palhaçaria, contemplando toda a família. O salão acontece de 1º a 5 de abril, no Pavilhão do Parque da Cidade, em Brasília, com entrada franca e conta com o apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), do Sebrae — DF, Senac -DF e dos governos de Minas Gerais e Goiás.
“Nosso papel é destacar o artesanato como parte essencial da cultura brasileira e força econômica e social. Por trás de cada peça há artistas que preservam tradições, transformam matérias-primas em expressão cultural e geram renda para suas comunidades. O que hoje o mundo chama de sustentabilidade está na origem do fazer artesanal”, afirma Leda Simone Alves, diretora-executiva da Rome Eventos e produtora do Salão.

Como uma vitrine da diversidade cultural brasileira, o Salão destaca técnicas e saberes ancestrais e criações que dialogam com o design contemporâneo. O público encontra uma gama de tipologias, como cerâmica, madeira, fibras naturais, bordados, rendas e biojoias, apresentadas em uma ambientação que valoriza cada peça e evidencia a identidade de seus criadores.
Curadorias como a do PAB e Sebrae — DF trazem para Brasília a força de mãos que tecem histórias do país a partir de matérias-primas como barro, madeira, sementes, palha, couro e pedras. São cerca de 100 mil peças que carregam memória, território e tradição, revelando um modelo produtivo que combina valor cultural, geração de renda, uso consciente de recursos e exclusividade.
Este princípio está refletido na operação do evento que trabalha com gestão de resíduos, compensação de carbono, acessibilidade e inclusão produtiva. O Salão reforça, assim, seu papel como plataforma que conecta a economia criativa a valores contemporâneos de responsabilidade social e ambiental.

Participam presencialmente mais de 500 artesãos, além de associações e coletivos que ampliam o alcance do evento. Entidades como a Confederação Brasileira de Artesãos (Conart) e a Confederação Nacional dos Artesãos do Brasil (Cnarts) também marcam presença.
“Buscamos proporcionar um evento cada vez mais completo e responsável. O Salão evolui como um espaço que integra cultura, inclusão e desenvolvimento econômico, alinhado a práticas conscientes e incremento à economia criativa. Mais do que uma feira, é um ambiente de convivência, aprendizado e valorização da criatividade brasileira”, revela Rômulo Mendonça, diretor-geral da Rome Eventos.
Além da exposição, o evento conta com brinquedoteca, áreas de descanso, espaços de convivência e praça de alimentação com opções que refletem a diversidade da culinária brasileira. A acessibilidade é prioridade e os ambientes são adaptados para garantir conforto e circulação a todos os públicos.
O artesanato como protagonista
Entre os destaques do evento, a galeria do PAB reúne estandes de 21 estados, além do Distrito Federal. “O Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) reafirma o artesanato como eixo estratégico de política pública, impulsionando a geração de renda, a inclusão produtiva e a valorização da diversidade cultural do país. A realização do 21º Salão do Artesanato consolida o compromisso ao ampliar o acesso dos artesãos aos mercados nacionais e promover desenvolvimento econômico nos territórios”, assegura Elisabete Bacelar, diretora de Artesanato e Economia Criativa do PAB.
No espaço do Sebrae DF serão 16 empreendedores selecionados por meio de edital, sendo 12 artesãos e 4 manualistas. A curadoria seguiu critérios técnicos e evidencia a diversidade estética, técnica e cultural da produção do Distrito Federal.
Além de estar incluído na curadoria do PAB, por meio da Secretaria da Retomada de Goiás, o estado marca presença em estandes exclusivos com peças em cerâmica, fibras naturais, madeira e bordados, refletindo a identidade do artesanato goiano. Da mesma forma, o estado de Minas Gerais — um dos parceiros mais antigos do Salão do Artesanato — ocupa áreas ampliadas e de destaque, apresentando sua tradição reconhecida em trabalhos em madeira, pedra-sabão, tecelagem e bordados, evidenciando a diversidade e a excelência de sua produção artesanal.
O Salão do Artesanato é espaço de valorização tanto do artesanato, ligado à tradição e à ancestralidade, quanto da manualidade, que incorpora processos contemporâneos. Em comum, ambas têm as mãos como instrumento de expressão cultural, identidade e pertencimento.
Esse universo se materializa em uma área superior a 6 mil metros quadrados, reunindo vestuários, acessórios, objetos de decoração, instrumentos musicais e itens utilitários. São peças moldadas, esculpidas, bordadas, talhadas e forjadas pelo mais puro talento, evidenciando a diversidade de técnicas e a potência criativa brasileira.
Bom gosto e bom senso
Uma linguagem sempre muito presente — em quantidade e qualidade —no evento é a moda. “O artesanato está bombando como uma onda sustentável na moda. Cada peça é única, feita com amor e cuidado, usando materiais naturais e técnicas passadas de geração em geração. É moda com consciência”, reforça Leda.
Nesse cenário, o feito à mão ganha protagonismo ao unir estética e responsabilidade, fortalecendo cadeias produtivas locais e apontando caminhos mais sustentáveis para a indústria. No Salão, essa conexão se revela em roupas de fibras naturais, bordados, rendas, crochês, biojoias, acessórios, bolsas e calçados, que traduzem a diversidade de técnicas e territórios do país.
Programação artística e cultural
Ao longo de cinco dias, o evento apresenta um mosaico de expressões artísticas que convergem com a diversidade cultural brasileira, sob a curadoria da GRV Música, Media Ideias e Projetos. Na oralidade ancestral, o cordel ganha destaque com Tupãira Tapuia; nas artes cênicas, o público encontra teatro infantil com a Cia A Excêntrica Família Firula e Marmotagem & Cia, o mamulengo com Mamulengo Lengo Tengo, além de circo e palhaçaria com a Companhia Cosmonautas Mágicos e Oráculo da Palhaça.
Na música, as atrações se desdobram em diferentes estilos, com Jacarandá e Braúna na moda de viola, Claudivan Santiago na raiz sertaneja, Som de Minas na música mineira, Chico de Assis e João Santana no repente, Aperto de Mão no chorinho, Boi Jatobá no boi bumbá, Maísa Arantes na rabeca e pife, além de Rosana Brown e Salomão di Pádua, que transitam entre o jazz, MPB e pop, compondo uma agenda plural e pensada para todas as idades.
Oficinas e vivências
Sucesso entre o público, as oficinas convidam ao universo da criação através da experimentação de técnicas diversas. Nesta edição, o salão amplia essa frente formativa para além do público adulto, com atividades para as crianças e pessoas com deficiência.
O Ateliê Pé d’Água, com nomes como Mestre Anselmo, Geuza Joseph, Fabianca de Barros Igor Bessa, Roberta Lara, André Giga, Gabriel Guirelli, Giovanna Mee, Rafael Pederneiras e Rafael Sardinha, propõe vivências com a cerâmica e a argila. Entre as manualidades, o destaque vai para as oficinas de crochê, crochê em lacre e bonecas abayomi. Para o público infantil, o Projeto Transforme-se, oferece oficinas introdutórias e lúdicas em técnicas como crochê e feltro.
No enfrentamento ao capacitismo, o grupo “Os Eficientes”, com as artesãs Rose Elaine da Silva e Janete Rodrigues, ministra oficinas de fuxico com abordagem acessível e sensorial, promovendo expressão, autonomia e inclusão. O grupo também realiza ao Roda de Conversa: Acessibilidade e Inclusão Social da Pessoa com Deficiência, com Walter Santos, Barbara Barbosa, Cesar Ascar e Charles Jatobá, com mediação de Elma Lucia.
A programação se completa com a experiência sensorial “Cerâmica às Cegas”, que amplia a percepção por meio do tato e estimula a participação de diferentes públicos em um ambiente acolhedor e democrático. Na condução, também está o Ateliê Pé d’Água, com Marta Rufonni, Nathalia Dionisio e Carla Ariene.
A cargo do Senac — DF ficam as oficinas gastronômicas que aproximam o público das tradições culinárias brasileiras. Ministradas por chefs e cozinheiros populares, as atividades percorrem diferentes técnicas e saberes, com temas que vão do preparo de pescados brasileiros e panificação à confeitaria e ao universo do chocolate, incluindo receitas especiais para a Páscoa, como sobremesas clássicas, ovos artesanais e alternativas criativas ao uso do cacau, além de bebidas e preparações práticas para o dia a dia.
Cada oficina contará com cerca de 30 vagas, preenchidas por ordem de inscrição no local.
Praça de Alimentação
A praça de alimentação do Salão do Artesanato reúne sabores que atravessam o país e ampliam a experiência do público dentro do evento. Entre as opções, o visitante encontra desde acarajé e galinha caipira, passando por pamonha e curau, churrasco, até caldos, paella, crepes, pastéis, além do café e dos chocolates da Lugano, que ganham destaque especial no clima de Páscoa, trazendo um toque de celebração e afeto ao percurso gastronômico.
Posicionada estrategicamente próxima ao espaço onde se concentram as principais atrações musicais, artísticas e culturais do Salão, a praça se torna um ponto de encontro natural do público, acompanhando o ritmo do evento entre uma apresentação e outra.
Rome Cidadania
O compromisso social se materializa no Rome Cidadania, iniciativa que há mais de 15 anos abre espaço para projetos sociais em eventos da produtora. No campo social, o Salão reafirma seu compromisso com a inclusão e a transformação de realidades ao subsidiar a participação de instituições de grande relevância no Distrito Federal.
Entre elas estão o Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes, que atua no acolhimento de idosos em situação de vulnerabilidade; a ONG Vida Positiva, voltada ao apoio e à promoção da cidadania; a Associação dos Deficientes Visuais, que trabalha pela autonomia e inclusão de pessoas com deficiência visual; a Aldeia SOS, que acolhe crianças e jovens em situação de risco, oferecendo suporte integral e oportunidades de desenvolvimento; a Abrace, que presta assistência a crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas, oferecendo suporte às suas famílias, e o coletivo Os Eficientes, que, formado por pessoas com deficiências diversas, promove a inclusão por meio da expressão artística, fortalecendo o protagonismo, a visibilidade e a participação social. Juntas, essas iniciativas reforçam o papel do evento como plataforma de impacto social, ampliando o acesso a oportunidades e fortalecendo vínculos com a comunidade.
Em diálogo com iniciativas públicas, como a parceria com a Secretaria da Mulher do Distrito Federal, o Salão contribui para a autonomia econômica de mulheres em situação de vulnerabilidade, valorizando o papel do artesanato como ferramenta de transformação social.
Sobre o Salão do Artesanato
Realizado em Brasília desde 2008, o Salão do Artesanato soma 17 edições na capital e 4 em São Paulo. Um dos maiores eventos do segmento no país, a cada ano reúne produções de todas as regiões brasileiras, com apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e do Sebrae. O Salão está alinhado com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) centrais para sua atuação, como o ODS 8 (trabalho decente e crescimento econômico), o ODS 10 (redução das desigualdades), o ODS 11 (cidades e comunidades sustentáveis), o ODS 12 (consumo e produção responsáveis) e o ODS 13 (ação climática), além de contribuir para o ODS 5 (igualdade de gênero) e o ODS 16 (governança, ética e integridade).
PROGRAMAÇÃO CULTURAL
1ª de abril – Quarta-feira
18h30 – Tupãira Tapuia | Cordel / Oralidade ancestral
19h45 – Jacarandá e Braúna | Moda de viola
02 de abril – Quinta-feira
18h30 – Claudivan Santiago | Raiz sertaneja
19h45 – Som de Minas | Música mineira
03 de abril – Sexta-feira
13h45 – Cia A Excêntrica Família Firula | Teatro infantil
15h30 – Mamulengo Lengo Tengo | Mamulengo
18h30 – Maísa Arantes | Rabeca / Pife
19h45 – Aperto de Mão | Chorinho / Samba
04 de abril – Sábado
13h45 – Marmotagem & Cia | Teatro infantil
15h30 – Companhia Cosmonautas Mágicos | Circo / Palhaçaria
18h30 – Chico de Assis e João Santana | Repente / Viola nordestina
19h45 – Rosana Brown | Jazz / MPB / Pop
05 de abril – Domingo
15h30 – Oráculo da Palhaça | Palhaçaria / Circo
17h00 – Boi Jatobá | Boi bumbá / Cultura popular
18h30 – Salomão di Pádua | MPB / Samba
PROGRAMAÇÃO DE OFICINAS CRIATIVAS
1º de abril (quarta-feira)
Sala 01
17h às 18h — Artes da Terra: Introdução à cerâmica e ancestralidade | Ateliê Pé d’Água (Mestre Anselmo, Igor Bessa e Roberta Lara) | Livre – infantil e adulto
19h às 20h — Amigurumi | Projeto Transforme-se – Emili Pereira | Livre – infantil
Sala 02
17h às 18h — Crochê em Lacre | Projeto MOVA-DF – Adriana Piau | Livre – infantil e adulto
19h às 20h — Crochê | TecerFios – Eliane Barroso | Livre – infantil e adulto
02 de abril (quinta-feira)
Sala 01
17h às 18h — Feltro | Projeto Transforme-se – Juliana Lepletier | Livre – infantil
19h às 20h — Formas e volumes: criação de obras em argila | Ateliê Pé d’Água (André Giga e Gabriel Guirelli) | Livre – infantil e adulto
Sala 02
17h às 18h — Crochê | TecerFios – Eliane Barroso | Livre – infantil e adulto
19h às 20h — Fuxico | Projeto MOVA-DF – Kátia | Livre – infantil e adulto
03 de abril (sexta-feira)
Sala 01
13h às 14h — A Arte do Belisco: Técnica Milenar | Ateliê Pé d’Água (Giovanna Mee e Rafael Pederneiras) | Livre – infantil e adulto
15h às 16h — Roda de conversa: acessibilidade e inclusão social da pessoa com deficiência | Walter Santos, Bárbara Barbosa, Cesar Ascare e Charles Jatobá (mediação: Elma Lucia) | Livre – infantil e adulto
17h às 18h — Cerâmica às Cegas: experiência sensorial com olhos vendados | Ateliê Pé d’Água (Marta Rufonni, Nathalia Dionisio e Carla Ariene) | Adulto e pessoas cegas
Sala 02
13h às 14h — Oficina de fuxico | Grupo “Os Eficientes” (Rose Elaine da Silva e Janete Rodrigues)
15h às 16h — Bonecas abayomi | Projeto Transforme-se – Maria Mendes | Crianças a partir de 10 anos
17h às 18h — Crochê | TecerFios – Eliane Barroso | Livre – infantil e adulto
19h às 20h — Crochê | Projeto MOVA-DF – Luzanira Gomes | Livre – infantil e adulto
04 de abril (sábado)
Sala 01
13h às 14h — Pintura em tecido: criatividade e personalização | Oficina de Moda
15h às 16h — Máscaras de argila: montagem e colagem com barbotina | Ateliê Pé d’Água (Geuza Joseph e Fabianca de Barros) | Livre – infantil e adulto
16h às 17h — Upcycling criativo: transformação de materiais em acessórios (chaveiros) | Oficina de Moda
19h às 20h — Argila criativa: escultura livre | Ateliê Pé d’Água (Igor Bessa e André Giga) | Livre – infantil e adulto
Sala 02
13h às 14h — Sachês aromáticos | Projeto Transforme-se – Virgínia Canedo | Livre – infantil e adulto
15h às 16h — Oficina de fuxico | Grupo “Os Eficientes” (Rose Elaine da Silva e Janete Rodrigues)
17h às 18h — Pintura em MDF | Projeto MOVA-DF – Conceição | Livre – infantil e adulto
19h às 20h — Crochê | TecerFios – Eliane Barroso | Livre – infantil e adulto
05 de abril (domingo)
Sala 01
17h às 18h — Vasos e blocagem: cerâmica para a família | Ateliê Pé d’Água (Nathalia Dionisio e Rafael Sardinha) | Livre – infantil e família
Sala 02
13h às 14h — Costura à mão: pintura em tecido | Projeto MOVA-DF – Ana Cristina | Livre – infantil e adulto
15h às 16h — Oficina de fuxico | Grupo “Os Eficientes” (Rose Elaine da Silva e Janete Rodrigues)
17h às 18h — Crochê | TecerFios – Eliane Barroso | Livre – infantil e adulto
19h às 20h — Laço de pontas | Projeto Transforme-se – Bruna Bessoni | Livre
PROGRAMAÇÃO DE OFICINAS GASTRONÔMICAS
Sala Senac
1º de abril (quarta-feira)
19h30 — Pescados brasileiros à mesa: a versatilidade da Pescada Amarela
02 de abril (quinta-feira)
19h30 — Colomba pascal (dicas de panificação)
03 de abril (sexta-feira – Sexta-feira Santa)
16h30 — Tarte au citron
19h30 — Panacotta com lemon curd
04 de abril (sábado)
16h30 — Ovo de brownie recheado: alternativas ao alto custo do cacau
19h30 — Temperagem de chocolates para ovos de Páscoa
05 de abril (domingo – Domingo de Páscoa)
16h30 — Coquetéis sem álcool (mocktails) para a Páscoa
19h30 — Pizzas simplificadas para o dia a dia
Serviço
21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras
Pavilhão do Parque da Cidade – Brasília (DF)
De 1º a 5 de abril
Horários:
Quarta e quinta: das 16h às 22h
Sexta, sábado e domingo: 11h às 22h
Entrada gratuita
Classificação livre
Instagram: @salaodoartesanatooficial











