Uma crise recente dentro da Igreja Batista Filadélfia ganhou novos capítulos após a destituição de um de seus líderes. O pastor de crianças Sygmar Viana, que também exercia a função de presidente da igreja, agora tem 30 dias para deixar a residência oficial da instituição, conforme decisão tomada em assembleia pelos membros.
Na igreja, a chamada casa pastoral faz parte da estrutura oferecida aos líderes: além da moradia, a instituição costuma garantir custeio de despesas e salário para os pastores em atividade. Com a destituição do cargo, porém, o regulamento interno prevê que o líder desligado deixe a residência vinculada ao ministério.
A saída de Sygmar Viana ocorre em meio a uma forte turbulência interna. Parte dos membros afirma que ele teria apoiado a defesa do filho do então pastor-presidente, envolvido em acusações graves relacionadas a crimes contra crianças ocorridos dentro do ambiente da igreja. Segundo relatos apresentados nas reuniões da comunidade, essa postura gerou grande indignação entre os fiéis, especialmente entre famílias que frequentavam os cultos infantis. ⚖️
Durante esse período de tensão, declarações atribuídas ao pastor também repercutiram negativamente entre os membros. Em um posicionamento diante da igreja, ele teria afirmado que o acusado estaria “apenas brincando” e que os atos denunciados seriam comportamentos infantis — algo que foi recebido com preocupação e revolta por parte dos pais e responsáveis presentes na comunidade.
Pouco tempo antes de sua destituição, o próprio pastor havia feito um apelo público considerado dramático por alguns membros, pedindo que os pais continuassem levando suas crianças para a igreja e afirmando que a instituição era séria e confiável. No entanto, poucos dias depois, a assembleia decidiu pela retirada dele da presidência e das funções ministeriais que exercia. ⛪
Hoje, segundo relatos de membros, o clima entre as famílias é de insegurança e desconfiança, especialmente em relação às atividades voltadas ao público infantil. Muitos defendem que a igreja precisa reconstruir a confiança e reforçar medidas de proteção às crianças.
Outro ponto que tem chamado atenção entre os fiéis é que, mesmo após a destituição, Sygmar Viana continua participando e pregando em igrejas no Distrito Federal, especialmente em cultos voltados para crianças, o que tem gerado debate entre membros e líderes religiosos de outras comunidades. 📍
A situação expõe um momento delicado não apenas para a igreja envolvida, mas também para o debate mais amplo sobre responsabilidade, proteção de menores e transparência em instituições religiosas. Para muitos pais, a prioridade agora é garantir que ambientes de fé também sejam espaços seguros para suas famílias.
*Texto elaborado por um membro da igreja, que por questões de segurança não identificaremos para preservar o sigilo da fonte












