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Dissídio de greve seria uma solução para a greve dos funcionários do Metrô-DF?

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O Blog da Zuleika foi conversar com representantes do SindiMetrô, que congrega os 1300 funcionários que trabalham no Metrô-DF e que, em assembleia virtual, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado até que suas reivindicações sejam atendidas, desde a última segunda-feira. Nesta quarta-feira , 21, será o terceiro dia da greve e deve ter menos impacto na vida dos usuários do transporte de trens devido ao feriado do aniversário de Brasília.

Mas, na quinta-feira, com certeza a saga continua. Segundo o sindicato, a greve não é contra a população do DF, e sim para que tenham seus direitos adquiridos na justiça preservados. “Não queremos nem aumento de salário. Desde o dia 1º de abril que não recebemos o tíquete alimentação. Esperamos que a empresa entre com o dissídio de greve. É a maneira mais rápida e eficaz de acabar com a greve, quando não se chega a um acordo”, esclareceu o representante do SindiMetrô.

Passageiros que usam a integração no Guará estão a cada dia mais espremidos dentro dos ônibus devido a demora dos trens

“Quanto mais tempo se demora a entrar na justiça, mais tempo demora para a greve ser solucionada. Estamos cumprindo que determinou a lei. Mesmo com os 60% ainda afeta muito quem precisa do transporte. Estão cancelando férias dos funcionários, quebra de caixa e já avisaram que vão retirar o plano de saúde. A escala que estamos brigando por ela, os funcionários vão trabalhar mais, porém haverá mais reaproveitamento das bilheterias, e não haverá mais a abertura de cancelas, como vem sendo praticado hoje. Esta escala era praticada antes da greve de 2019.”, argumenta o sindicalista.

“Preservamos muito pelos nossos usuários pois estamos todos os dias com eles. Porque este momento de pandemia tem sido muito delicado para todos nós. Estamos todos sofrendo. Queremos que tudo se resolva logo. Não apoiamos a privatização do Metrô-DF seria essencial para a empresa que o GDF pagasse a tarifa técnica, como faz com as empresas de transporte rodoviário. Com a privatização, com certeza o sistema ficará mais caro”, conclui o entrevistado.

Outro ponto citado é a convocação de 300 concursados. Segundo o sindicato, mais três estações foram inauguradas, com o mesmo quantitativo de funcionários. Sendo que dos acima citados, 800 trabalham no operacional.

*Foto do site G1 Globo

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