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Amor que cura: Rede Feminina transforma internação em celebração no Hospital de Base

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Amor que cura: Rede Feminina transforma internação em celebração no Hospital de Base
Com música, cores e gestos de carinho, voluntárias surpreendem paciente em cuidados paliativos com uma festa repleta de afeto e esperança

Por Giovanna Inoue

A Rede Feminina de Combate ao Câncer colocou em prática, nesta quarta-feira (12), sua missão de “doar amor, enxugar lágrimas e provocar sorrisos”. O grupo organizou uma celebração surpresa para um paciente oncológico em cuidados paliativos no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF). Com música, cores e emoção, o momento foi preparado para acolher e oferecer um instante de alegria e afeto ao paciente.

O gesto solidário teve como homenageado Carlos Roberto, que completou 36 anos e está internado no HBDF há 393 dias. Em situação de vulnerabilidade social e abandono emocional,o paciente encontrou no hospital uma nova rede de afeto, formada por profissionais de saúde e voluntários da Rede Feminina.

Internado há mais de um ano, Carlos Roberto recebeu homenagem da Rede Feminina de Câncer

“Eu só tenho a agradecer a todos por estarem aqui comigo. Fico muito grato por cuidarem de mim e por me darem esse presente. Só a amizade de todos já seria suficiente. Cada abraço e cada palavra de carinho já tornam meu dia melhor”, conta.

A comemoração foi preparada com carinho em cada detalhe. As cores vermelho, amarelo e verde, que enfeitavam o ambiente, homenageavam a banda preferida de Carlos, o Olodum, embalada ao som contagiante do axé. A mesa ganhou salgadinhos, sanduíches, brigadeiros e refrigerantes, tudo autorizado e acompanhado pela equipe de nutrição do hospital.

Larissa Bezerra puxa o parabéns que emocionou Carlos Roberto

Para completar a festa, a Rede Feminina presenteou o aniversariante com cremes hidratantes, perfumes, óleos corporais e um fone de ouvido. “Nunca tive uma festa como essa, nunca imaginei que isso tudo seria pra mim”, comemora o paciente.

Quem teve a ideia da comemoração foi a coordenadora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, que criou uma amizade com Carlos após inúmeras conversas no jardim do HBDF. “O que fizemos aqui foi um gesto de amor. Queríamos resgatar nele a alegria de estar vivo e lembrá-lo de que, apesar das dificuldades, ele ainda está aqui. Não podemos mudar o destino, mas podemos tornar seus dias mais leves e menos solitários”, destaca.

Além dos voluntários da Rede, a equipe de enfermagem de Oncologia e alguns pacientes também foram celebrar com Carlos. A técnica em enfermagem, Andrea Laurindo do Nascimento contou que nunca tinha visto o amigo tão alegre.

“Foi muito gratificante vê-lo daquele jeito, tão feliz. Ele ficou muito tocado, principalmente pelas cores favoritas dele. Trouxe muita alegria para ele e para todos os outros”, afirma.

Segundo Carlos, a festa e, principalmente, o carinho de toda a equipe do HBDF foram inspiradores. “Estou me sentindo mais leve, mais forte, mais disposto para enfrentar os problemas que estou passando”, relata.

Uma corrente de amor

Boas ações inspiram outras boas ações, formando uma verdadeira corrente de solidariedade. Enquanto comemoravam o aniversário de Carlos, a equipe da Rede Feminina de Combate ao Câncer recebeu uma visita especial: a nutricionista Márcia Cilene, que levou 110 mechas de cabelo doadas para a confecção de perucas. Moradora de Luziânia (GO), ela mobilizou cabeleireiros da cidade e organizou a arrecadação no quartel da Polícia Militar de Goiás (PMGO).

Márcia conta que a ideia surgiu após conhecer a história de uma cabeleireira cuja mãe faleceu em decorrência do câncer de mama. “Ela decidiu arrecadar cabelos para ajudar outras mulheres, e foi assim que eu conheci o trabalho da Rede Feminina”, relata.

Segundo a nutricionista, a ação nasceu do desejo de espalhar amor e esperança. “Uma peruca pode transformar a vida de quem enfrenta o câncer. É um gesto simples, mas cheio de significado”, ressalta.

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Quem é Zuleika Lopes

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