Projeto Viva Mulher Segura semeia autonomia, acolhimento e esperança em Samambaia/DF

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Mulheres atendidas pelo projeto em Samambaia receberam Encontro Solidário com entrega de ovos de Páscoa às crianças

Há projetos que deixam marca. E há projetos que criam raízes. Em Samambaia, no Distrito Federal, o Viva Mulher Segura faz exatamente isso: planta acolhimento, fortalece vínculos e abre caminhos para que mulheres em situação de vulnerabilidade reencontrem autoestima, autonomia e a certeza de que não estão sozinhas.

No último sábado (25), o Encontro Solidário promovido pela Fenae, Apcef/DF, ONG Moradia e Cidadania, a Wiz, o Instituto Viva Mulher Direitos e Cidadania e empregados Caixa transformou a comunidade em um espaço de alegria, união e reconhecimento. A programação incluiu café da manhã coletivo e a entrega de ovos de Páscoa às crianças filhas das mulheres atendidas pelo projeto.

Gerando possibilidades para as pessoas terem uma vida mais digna

Ao falar sobre a iniciativa, o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, resumiu o propósito do projeto. “A gente precisa gerar possibilidades e oportunidades para que as pessoas possam ter uma vida mais digna, possam sonhar com um mundo mais justo, melhor e com mais igualdade”, disse. Ele reforçou um desejo que traduz o objetivo do projeto. “Que um dia projetos como esse não precisem mais existir porque as mulheres possam, simplesmente, viver com segurança, dignidade e liberdade”.

Presidente do Instituto Viva Mulher Direitos e Cidadania, Lúcia Bessa destacou que o impacto do projeto está na transformação concreta da vida das pessoas. “O que vocês estão fazendo aqui com as mulheres e crianças é transformação de vidas. Nós não somos números. Somos mulheres, meninas, crianças e jovens que nos colocamos à disposição para mudar a existência de nós mesmas, das nossas famílias e da nossa comunidade”, afirmou.

O presidente da Moradia e Cidadania, Laurêncio Körbes, ressaltou a autonomia construída ao longo do processo. “Vale a pena fazer. Agora vocês já têm autonomia para continuar. Nós vamos seguir juntos até o final do ano nesse projeto, depois apoiaremos outra comunidade. E vocês vão seguir em frente”, disse.

Presidente da Apcef/DF, Herculano Bala destacou que, embora esse ciclo do projeto esteja chegando ao fim, o que foi construído permanece. “Nós plantamos uma sementinha, e ela já está dando frutos. Agora vocês não podem deixar de regar essa plantinha. Isso é bom para vocês e é bom para todos”, afirmou.

Representando a Wiz, parceira da iniciativa, a superintendente Carol Lopes reforçou o compromisso com a continuidade do apoio. “Para a Wiz é um presente estar aqui com vocês. Apoiá-los é uma alegria, e vocês podem contar com a gente sempre”, disse.

Mas foram as vozes da própria comunidade que deram a medida mais exata do impacto. Kelly Gonçalves Feitosa resumiu o que encontrou no Viva Mulher. Ela disse que o Viva Mulher Segura entrou em sua vida como “um refúgio, uma segurança”. “Hoje sabemos dos nossos direitos, sabemos até onde podemos ir, e aprendemos coisas que podem transformar nossa vida”, descreveu.

Talvez esteja aí a maior conquista do projeto – criar condições para que o cuidado floresça em autonomia. “Quando um projeto consegue transformar acolhimento em força e aprendizado em autonomia, ele deixa de ser apenas projeto. Vira caminho”, concluiu Takemoto.

Crédito das imagens:
Augusto Coelho/ FENAE

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Quem é Zuleika Lopes

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