Polêmica na inauguração da casa de passagem de mulheres no Guará

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Inaugurada no último domingo, 4/04, a Casa de Passagem para Mulheres, na QE 15 do Guará II, para mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade social, não foi bem recebida por parte dos moradores da quadra, uma das mais nobres do Guará, com inúmeras mansões e próxima de importantes comércios como supermercados, Feira do Guará ,delegacia e estações do Metro-DF.

Cozinha moderna e ampla, com todos os equipamentos para que os alimentos sejam processados e armazenados

A polêmica e pressão dos moradores levou a primeira-dama e titular da Secretaria de Desenvolvimento Social-Sedes, Mayara Noronha, a se manifestar em sua rede social do Instagram sobre o assunto. “Esta casa de acolhimento é com muita dignidade para 30 famílias, recebemos um e-mail muito sério”. Ao ler o e-mail, Mayara Noronha falou como é difícil esta área sensível do GDF, onde parte da sociedade alega que é o estado que não acolhe os vulneráveis.. “A obrigação do governo é dar um lar para os moradores em situação de rua. É responsabilidade de todos. Não adianta levantar uma bandeira sobre estas pessoas e não aceitá-las perto. Temos que ter uma casa de passagem todas as cidades do DF. Eles, não vão para um lugar ermo. A situação é provisória e transitória e estão passando por dificuldade. Temos que apoiá-las”, explica a primeira-dama.

Mayara Noronha :O acolhimento é essencial para estas pessoas. Não pode ser de responsabilidade só do governo. É preciso que a população compreenda e respeite a dificuldade do outro.

No e-mail é solicitada a retirada imediata da casa de passagem. Os vizinhos alegam que não foram consultados antes da instalação da casa .” O impacto de trânsito e confusões são constantes ao redor de unidades de passagem e por isso solicitamos que seja revogado este ato ao estado anterior. O álibi de vulnerabilidade social não procede. estas atividades não pdoem estar em área “, cita um trecho da correspondência.

O Blog da Zuleika tem procurado ouvir a comunidade da quadra e encontramos muitas resistências nas falas. Os que se posicionam a favor da continuidade da casa de passagem tem medo de represálias dos que são contra por se tratar de vizinhança. muito próxima.

Berços, camas, armários para às mulheres e suas famílias

A presidente do Instituto Tocar, ONG que administra a unidade do Guará em convênio com a Sedes, Regina Almeida tem procurado ao longo dos dias dialogar com a vizinhança sobre a importância social da Casa de Passagem do Guará. “Explico a todos que nos procuram que estamos num contexto de crise social muito grande, toda nossa humanidade, e que as demandas sociais se ampliaram muito por conta da pandemia da covid-19, por razões do colapso da nossa economia. Temos centenas de mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade social e o Instituto Tocar está comprometido em apoiar estas pessoas neste momento de crise. A dificuldade de aceitação está sendo grande e estamos aqui para ouvir a todos”, relatou a psicóloga.

Ao longo do dia vamos apurando as opiniões .Nos acompanhe!!!!!!!!!!!!!!!!!

4 COMENTÁRIOS

  1. Não sou contra o acolhimento dessas pessoas, mas existem áreas específicas para este fim. Moramos em uma área de residência unifamiliar e isso está defeso em lei e deve ser respeitado. Se o próprio governo não se vê obrigado a cumprir a lei, quem cumprirá? A área da Casa da Cultura está lá abandonada, porque não levar essa casa para lá? Já tivemos outra na vizinhança que só causou problemas. Se a área é imprópria por lei, que não se instalem lá!

  2. nós não somos contra casa de passagem so queremos em local certo , eu como morador nunca foi procurado por ninguems ,tanto desta instituição nem do governo moro de frente deste instituto tenho um filho autista nao tinha problema com barulho hora alguma , agora a realidade é outro .
    Agora imagine vc eu tenho esse probleminha e agora o governo trouxe esse problemão pra gente , nao tento mas paz na rua com entra e sai de carro toda hora, foras as outra coisa q nem vou relata.

    • Dentro da casa está abrigada uma família que tem uma criança pequena com Sindrome de Down. Imagine, você, se tivesse que morar na rua com um filho com down

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