A Câmara Legislativa do DF recebeu um visitante especial na quarta-feira (08). Em comemoração à aprovação do projeto de sua autoria, o deputado Daniel Donizet (PL) levou um de seus cachorros, o Beethoven, de 6 anos, para acompanhá-lo durante a tarde de trabalho na CLDF.
Na terça-feira, o plenário aprovou o projeto (PR 61/2021), de autoria de Daniel, que permite a entrada de animais domésticos de pequeno porte – até 12 quilos – nas dependências da Casa.
“Cada vez mais estabelecimentos aceitam a entrada de animais. Por que não aqui na CLDF? Quem tem um pet quer ter o direito de andar com ele para todos os lugares. Eles são nossos melhores amigos, fazem parte das nossas vidas. Além do mais, é comprovado que a companhia dos pets aumenta a produtividade e reduz o estresse no trabalho”, defendeu o deputado.
Beethoven circulou pelos corredores da CLDF ao lado do tutor Daniel Donizet, conhecido por defender a bandeira da causa animal. Ao se depararem com um cãozinho passeando pela Casa, os servidores elogiaram a iniciativa. “Meu pet sofre muito quando venho trabalhar, principalmente quando fica sozinho em casa. Agora vou poder trazê-lo pra cá”, disse Ana Freire.

Eufrázia de Souza, diretora do CED 8 do Gama
Cãoterapia
A interação entre humanos e caninos é antiga e atravessa a história. Que o digam os estudantes do Centro Educacional 8 (CED 8) do Gama. Nina, uma cadela de 5 meses de idade, começou a frequentar a escola com a missão de ajudar os alunos a vencerem crises de ansiedade, deixando o ambiente mais alegre e proporcionando momentos de relaxamento e união. É a grande estrela do projeto Cãoterapia. Já conhecida como a nova integrante da família do CED 8, Nina começa a mostrar que é um símbolo de esperança e recomeços.
Desde 2019 incentivando ações ligadas à saúde mental dos alunos, o CED 8, em parceria com uma faculdade particular do Gama, já oferece sessões em grupo para atendimento psicológico dos estudantes e seus pais. O projeto Cãoterapia é mais um passo nessa iniciativa. A partir da observação das situações de estresse desenvolvidas durante a pandemia, a diretora da escola, Eufrázia de Souza, reuniu-se com os professores para ajudar a turma.
“Depois da volta presencial, percebemos que os estudantes estavam muito debilitados”, conta ela. “Eu ficava horas e horas conversando com eles nesses corredores da escola. A partir daí eu e colegas estudamos muito, e tive a ideia de trazer o animal como uma estratégia para auxiliar os estudantes nesses momentos de crise de ansiedade.”
*Com informações da CLDF e do BSB Capital