Último dia para inscrição no Batalhas de Rimas hip-hop no DF e Entorno com premiação de R$300 mil

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Serão premiadas 20 batalhas de rima no DF, com inscrições que vão até dia 28 de setembro. Confira o edital

As inscrições para o Edital n° 11/2023 de Batalhas de Rima do DF e Entorno, que abriram no dia 6 de setembro, foram prorrogadas até esta quinta-feira (28), às 23h59. Serão premiadas 20 batalhas, com o valor de R$ 15 mil para cada uma, totalizando R$ 300 mil.

O edital, que chega na comemoração de 50 anos do Hip-Hop, é fruto de uma emenda parlamentar do deputado Max Maciel, com R$ 300 mil direcionados da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec).

Para se inscrever, basta preencher o formulário eletrônico disponível no site de editais abertos da Secretaria de Cultura (ou clicar neste link). Entre a documentação necessária para a inscrição, é preciso apresentar um comprovante de residência, por serem vagas direcionadas ao DF e Entorno.

Comprobatórios da atuação do grupo participante também são necessários, como flyers, vídeos, link de rede social, ou um portfólio que comprova que são coletivos oficiais, visto que a comissão avalia critérios como a atuação na batalha de rimas, mobilização e regularidade.

Nesse edital é possível que apenas um integrante do grupo faça uma carta representando o coletivo. Qualquer grupo de batalha de rima da comunidade hip-hop pode participar, com prioridades na inclusão social de mulheres, indígenas, pessoas de baixa renda e outros grupos.

“Mapeamos os agentes culturais de norte a sul e entorno, para garantir a representatividade das regiões do DF”, afirma a assessora técnica da Subsecretaria de Difusão e Diversidade Cultural, Giovana Ribeiro Pereira.

Divisão de vagas

As 20 vagas para coletivos de batalhas de rima foram distribuídas em macro regiões, da seguinte forma:

Nove vagas são destinadas às cidades de Brazlândia, Ceilândia, Samambaia, Sol Nascente/Pôr do Sol, Águas Claras, Arniqueira, Taguatinga, Vicente Pires, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Santa Maria, Água Quente, Cruzeiro, Guará, SCIA/Estrutural, SIA e Sudoeste-Octogonal.

Sete vagas são para Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Park Way, Riacho Fundo, Lago Sul, Lago Norte, Plano Piloto, Fercal, Planaltina, Arapoanga, Sobradinho, Sobradinho II, Itapoã, Jardim Botânico, Paranoá, São Sebastião e Varjão.

O Entorno fica com quatro vagas, distribuídas nos municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF), que fazem divisa com o DF.

A voz do Hip-Hop

É a primeira vez que um edital no formato específico de Batalha de Rima é realizado. Este ano, também será promovido o Edital Cultura Hip-Hop, com fomento de R$ 1 milhão e 200 mil do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

“A cena do hip-hop no DF é muito forte e as ações nacionais estão concentradas aqui. As premiações são uma forma de reconhecer a trajetória desses grupos, pessoas que já vinham contribuindo. A gente reforça como as batalhas são uma manifestação de ocupação do espaço público e de voz dessa cultura de periferia”, destacou Giovana.

Construído de forma comunitária junto à Secretaria de Cultura, que cuida de políticas públicas, o Distrito Federal conta com o Grupo de Trabalho (GT) de Hip-Hop, que tem como representante das Batalhas Iasmin Barros, 22.

Mais conhecida como a mestre de cerimônia Nimsai, ela foi a primeira mulher brasileira a participar do Freestyle Master Series (FMS), uma competição profissional de improvisação criada na Espanha pelo grupo Urban Roosters. A liga se faz presente em mais de 20 países de língua espanhola e portuguesa.

Nimsai destaca que, dentro do DF, há representantes que já foram para competições internacionais e nacionais. “Se isso já acontece sem apoio e estrutura, imagine depois desse edital. Além da estrutura, estaremos incentivando mais atletas e artistas”, afirma.

Segundo a artista, a batalha mais antiga de rima data de 15 anos. Para Nimsai, essa cultura tem um modo de existir e de ser executada de forma diferente, que não se encaixam no padrão de outros editais. Ela frisa que premiação das batalhas trará mais investimento e estrutura para o hip-hop do DF.

“As batalhas são cotidianas, acontecem de forma semanal. Qual é o evento que acontece com essa frequência? Apesar de ser uma cultura pouco investida, muitas dessas batalhas fazem patrocínio com a comunidade local, periferias do DF que não tem uma cultura acessível”, comenta a artista.

A mestre de cerimônias reforça que as batalhas abordam vários temas sensíveis para a sociedade, como o combate à homofobia, racismo e sexismo. “É um protesto lírico e os MCs, além de artistas, ali são arte educadores”, pontua.

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Quem é Zuleika Lopes

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