Crematório do DF recebe licença para começar a funcionar

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Nova estrutura amplia ações da Secretaria de Justiça e Cidadania quanto aos serviços funerários, além dos seis cemitérios da capital

A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) recebeu, do Instituto Brasília Ambiental, a licença que faltava para o funcionamento do crematório do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Ocupando um espaço de 289 m², o espaço já está pronto e conta com câmara fria para armazenar até seis urnas funerárias, câmara ardente, depósito de resíduos para descarte de materiais como luvas e aventais dos funcionários, entre outros itens, sanitário com acessibilidade e uma sala de despedida com capacidade para 40 pessoas.

As obras do crematório do Campo da Esperança da Asa Sul já foram concluídas | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

“Considerando o crescimento da cidade, esse empreendimento é uma alternativa viável e segura em relação à destinação de novas áreas para cemitérios”, afirma a superintendente de Licenciamento Ambiental do Brasília Ambiental, Nathália Almeida. “O monitoramento das emissões é de fundamental importância e este é o trabalho do Brasília Ambiental a partir deste momento.”

Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, “esta é uma entrega importante da Sejus à população do DF porque, além de ser o primeiro crematório, oferece uma nova estrutura de excelência às famílias enlutadas, que não vão mais precisar buscar o serviço no Entorno, pois agora há uma alternativa aos seis cemitérios existentes”.

O DF realiza uma média de 1.046 sepultamentos por mês e a pasta é responsável por regular e fiscalizar os serviços cemiteriais e funerários.

Projeto original

O desenho arquitetônico do crematório acompanha o mesmo princípio da concepção que o urbanista Lúcio Costa adotou para o desenho do cemitério, formado por uma espiral definida a partir do octógono. Dessa forma, no momento da despedida do ente querido, há a entrada de luz em todas as fachadas, por meio das aberturas e janelas.

Segundo a recepcionista Karen Lorrane Moreira, o crematório é a resposta a uma demanda dos residentes da capital. “Meus avós queriam ser cremados. Quando faleceram, mesmo com a dor que sentíamos, ainda tivemos que resolver toda a questão de traslado para o Entorno porque não havia crematórios no DF. Além de cumprir o desejo deles, a cremação é menos prejudicial ao meio ambiente do que o enterro em caixão, portanto, mais ecologicamente correta”, afirma.

Confira a tabela de preços

⇒ Serviços de cremação – R$ 6 mil

⇒ Cremação de restos mortais e/ou membros humanos, inclusive os provenientes de exumação – R$ 1.206,16

⇒ Adicional de urgência para entrega das cinzas em até 24 horas – R$ 967,50

*Com informações da Sejus

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