Hackers montam grupos no WhatsApp para tentar fraudar Pix

Data:

Compartilhe:

Com a promessa de dinheiro fácil, literalmente brotando na conta bancária, hackers montaram um grupo no WhatsApp com cerca de 250 “clientes”. Os estelionatários garantem ter descoberto uma forma de retirar valores de contas bancárias espalhadas pelo país e fazer a transferência para quem contrata os serviços. O suposto golpe seria possível fraudando chaves PIX, o que é chamado pelos golpistas de “chave PIX bugada”.

Durante três dias, a reportagem do Metrópoles acompanhou a movimentação no grupo, bloqueado para mensagens de usuários. Os administradores lançam informações sobre como os desvios financeiros funcionam. Segundo eles, as transferências de valores on-line ocorrem em, no máximo, 30 minutos.

“Se a sua conta usar PIX, o valor cai na hora”, promete um dos golpistas.

Os supostos hackers ressaltam que o pagamento feito por um cliente precisa ser realizado com antecedência. “Não existe a possibilidade de você fazer o pagamento depois de o valor acertado ser creditado na sua conta”, afirmam.https://18337a984d100947abf7ac419c3c4fcc.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Segundo os estelionatários, o esquema funciona da seguinte forma: o interessado compra um limite, fazendo o pagamento via boleto ou transferência bancária. Após a confirmação, os criminosos fazem a transferência de um valor superior.

Valores altos

Em postagens no grupo , os golpistas explicavam como funciona a tabela de preços a serem pagos. Cada pessoa que desejasse receber, por meio do PIX, o valor de R$ 1,5 mil, deveria pagar um seguro de R$ 220.

“Em geral, não há essa sofisticação ou hackers agindo, mas sim estelionatários que prometem algo que nunca será cumprido”, explicou.

Para R$ 2 mil, o valor pago seria R$ 250, e com R$ 3 mil o total transferido previamente era R$ 600. Gradativamente, a promessa de transferência fraudulenta seguia aumentando até R$ 100 mil, após o “cliente” pagar R$ 10 mil para os criminosos.

Procurado pela reportagem, o delegado-chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), Giancarlos Zuliani, explicou que, na maioria dos casos, os suspeitos prometem transferir uma grande quantia em troca do pagamento de um seguro ou taxa, mas que os valores nunca são transferidos.

“Em geral, não há essa sofisticação ou hackers agindo, mas sim estelionatários que prometem algo que nunca será cumprido”, explicou.

*Com informações do site Metrópoles

spot_imgspot_img
zuleika

Quem é Zuleika Lopes

2
- Publicidade -publicidade

FAVORITOS

━ Relacionadas

Dia das Crianças (12): psicopedagoga dá dicas de como escolher o presente e a brincadeira ideal por idade

A psicopedagoga e educadora parental Carla Costa orienta optar por recursos lúdicos, jogos, desafios, brincadeiras, leitura, escrita e situações-problema, evitando o excesso de telas. Às...

Espetáculo infantil “Canto Lírico para Crianças” traz música lírica para pequenos e famílias em 12 de outubro

Em um encontro lírico, a cantora Rebecca Pacheco e a violonista Fernanda Monteiro criaram o espetáculo “Canto Lírico para Crianças”, uma fábula que reúne...

Braille amplia experiências de leitura e inclusão em projeto com estudantes do DF

“Um outro olhar para a leitura dramatizada no Jardim” utiliza teatro e a musicalidade para estimular novas formas de comunicação e percepção  Até 11 de...

Neoenergia amplia ações de apoio a mulheres com mutirão de serviços na Candangolândia e Arniqueiras

Distribuidora leva atendimento itinerante a seis regiões administrativas, reforçando segurança, cidadania e proximidade com a população A Neoenergia Brasília inicia o mês de outubro intensificando...

5º Teatro é Popular promove espetáculos e exposição no Complexo Cultural de Samambaia

Projeto celebra o Teatro Popular de Bonecos e o patrimônio cultural brasileiro, com repertório do grupo Mamulengo Fuzuê Em sua quinta edição, o projeto Teatro...

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, insira seu comentário!
Por favor digite seu nome aqui