Amigos se reúnem em boteco para confraternização de fim de ano

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Atualmente, temos o Park Sul, que por lei, engloba todos os outros setores adjacentes a ele no Guará II. Porém, como em toda nova nomenclatura e mudanças estruturantes, existem os nichos de resistência. Há 10 anos, uma turma se encontra anualmente em um quiosque, sim, os quiosques tão combatidos pelos modernos locais de lazer, para trocarem figurinha e se sentirem à vontade. Ele fica alí no SOF-Sul, ainda assim chamado, ao lado do Vitália, cercado por grandes e modernos empreendimentos e uma vizinhança denominada de vip.

Nessa última segunda-feira 02 de dezembro, regado a um bom churrasco, uma grande turma frequentadora do Quiosque do Pé (apelido do Proprietário Hércules), ou como os mais assíduos chamam de “escritório”, se reuniu para agradecer a boa convivência entre todos, e assim já na esperança de termos um próximo ano novo cheio de realizações.

Aquele momento em que os amigos se reúnem para aprimorar as conversas e as alegrias do bom convívio. Como de praxe acontece em qualquer quiosque, se reúnem grandes debatedores de futebol, economia, política, mecânica, infraestrutura, etc… Isso é a alegria do boteco.

Vamos olhar pra frente, consertando os erros do passado para que tenhamos um melhor futuro.

Botecos e afins

A imagem do dono de bar ou boteco ainda continua residualmente associada, na mente de alguns estratos da população brasileira, a um lugar socialmente desqualificado. É uma visão pejorativa que, de modo lento, começou a melhorar em 2001. O ponto de inflexão ocorreu a partir do momento que os estabelecimentos foram estatutariamente incluídos no rol dos negócios representados pela Abrasel.

Os ‘botequineiros’ arregaçam as mangas e ralam na linha de frente, como se estivessem em uma obra

Nos botecos, os donos costumam exercer múltiplos afazeres, desde receber e servir aos clientes, descarregar mercadorias, limpar as mesas, e até – se preciso for -, varrer as calçadas. Costumam ter nos cardápios pratos e tira-gostos de raízes caseiras. A ampla visibilidade dos bares (e/ou botecos) confere aos seus proprietários e funcionários um contraponto ao comportamento social de parcela dos brasileiros situados nos estratos de renda média para cima.

Nos países que alcançaram maiores índices de desenvolvimento humano (IDH) é natural que integrantes das famílias de quaisquer níveis de renda cortem a grama do quintal, pintem ou consertem a fachada das casas e retirem a neve do acesso às suas moradias. Porém, no Brasil, costuma ser estranho aos olhos dos passantes que alguém da vizinhança pegue na vassoura para varrer a calçada em frente à sua habitação.

Segundo a escritora e antropóloga Lilia Schwarcz, há no Brasil um disseminado preconceito em relação ao trabalho manual. É esta uma herança cultural dos tempos coloniais de um país que teve a maior e mais longeva escravidão mundial de africanos. O trabalho manual ainda hoje é visto como socialmente inferior, por ser considerado como coisa de escravizado. O mesmo se aplica ao ato de servir. O preconceito é uma construção social, em que uma pessoa diminui a outra.

Quanto mais bares houver nas ruas do Brasil, mais se espalha no país a diversidade social e se naturaliza o servir ao outro

Os bares e botecos com mesas nas calçadas acabam tornando-se referências do que deveria ser uma sociedade de convívio mesclado na diversidade social e econômica. “A convivência diária entre as pessoas que são diferentes entre si é o primeiro movimento para se romper com o racismo e com todas as formas de preconceito”, afirma Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.

*Com informações do site da Abrasel

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Quem é Zuleika Lopes

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