Guará e Estrutural recebem o fumacê contra o mosquito da dengue nesta semana

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O fumacê já está nas ruas com 4,5 toneladas do inseticida, o suficiente para atender o DF até junho de 2023

Eram pouco mais das 6h da manhã e um dos carros de fumacê da Secretaria de Saúde (SES) já circula pelas ruas. Assim como no anoitecer, o horário faz parte do período em que a fêmea do mosquito sai para coletar sangue e volta maturar os ovos que estão nos criadouros. E é ali, naquele momento, que o inseticida Etofenprox Vectron 20 pulverizado sobre as residências e imóveis comerciais abate o Aedes aegypti.

As gotículas fazem parte de um carregamento de 4,5 toneladas de insumos adquiridos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no enfrentamento ao transmissor dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Com investimento de R$ 3 milhões, o produto é suficiente para atender todo o DF até junho de 2023 – ou até que o Ministério da Saúde envie mais material.  

O fumacê tem horários específicos como o amanhecer e o anoitecer. Se puder, abra as janelas de sua residência

Até o dia 28, o GDF intensifica a ação do fumacê nas áreas mais críticas de infestação do Aedes aegypti do Distrito Federal. O objetivo é reforçar os cuidados antes do início das chuvas, período em que aumenta a concentração de água parada em recipientes e objetos que servem como focos para larvas do inseto transmissor de doenças.

Das 17h30 às 22h, dez carros-fumacê circularão ao mesmo tempo em uma determinada cidade, reforçando o trabalho combativo e preventivo da transmissão. Já na parte da manhã, as ações de rotina seguem isoladas em outros pontos das cidades.

Especialistas alertam que a dengue deixou de ser uma doença sazonal, ou seja, com incidência em determinada estação do ano, e tornou-se comum em qualquer época do ano. Outra descoberta é que a mutação do mosquito fez com que o depósito dos ovos passasse a ser feito também em água suja, além dos locais em que há água parada limpa. 

Até agora, só neste ano, o DF já registrou cerca de 66 mil casos da doença. Além do fumacê espalhado pelos carros, a Vigilância Sanitária promove visitas presenciais dos agentes. De janeiro ao início deste mês, segundo o coordenador de Controle Químico e Biológico da SES, Reginaldo Braga, foram visitados 2.784 imóveis.  

Segundo o gestor, 97% dos focos estão dentro das moradias. Ele orienta que as pessoas deixem portas e janelas abertas quando o fumacê passar, pois o produto só é nocivo ao mosquito. “Apesar de letal ao inseto, na dosagem em que é pulverizada, a substância não faz mal ao humano nem aos animais domésticos”, assegura.

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Quem é Zuleika Lopes

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