Justiça: tribunal do júri se reunirá nesta terça,14, para julgar André Luiz pela morte de Lucas Henrique no Forúm do Guará

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Uma morte inesperada, que abalou toda uma família, aconteceu em maio de 2025 no Setor de Oficinas do Guará II, em um dia comum, que de uma hora para outra se tornou um verdadeiro pesadelo para os comerciantes, consumidores e moradores do Guará, que viram a vida de Lucas Henrique do Prado Ribeiro ser ceifada dentro do estabelecimento da família.O julgamento é nesta terça-feira, dia 14 de julho, a partir das 9h, no Fórum do Guará.

Em nota encaminhada à imprensa, o advogado Albert Halex, assistente da acusação encaminhou nota à imprensa, em nome da família:

A família de Lucas Henrique do Prado Ribeiro, representada por esta advocacia na condição de assistente de acusação, acompanha com serenidade e firmeza o julgamento perante o Tribunal do Júri da Circunscrição Judiciária do Guará/DF, no qual André Luiz Rodrigues de Magalhães responde pela morte de Lucas Henrique. A defesa sustenta a tese de legítima defesa. A família e esta assistência de acusação, com base em tudo o que foi produzido ao longo da instrução, mantêm a convicção de que o que houve foi homicídio, e não uma reação proporcional e necessária a uma agressão injusta.

A legítima defesa, para ser reconhecida, exige a demonstração de uma agressão atual ou iminente no exato instante do fato, repelida de forma moderada. Não é isso o que os elementos dos autos revelam. O conjunto probatório produzido até aqui – incluindo o laudo pericial complementar do Instituto Médico Legal – aponta em direção diversa daquela sustentada pela defesa, e será este, com a devida vigência, o eixo da sustentação oral perante o Conselho de Sentença: que os fatos sejam julgados pelo que efetivamente ocorreram, e não pela narrativa que se pretende construir em torno deles. Chama a atenção desta assistência de acusação, ainda, a tentativa de se trazer ao processo elementos estranhos à dinâmica do fato, como o histórico pessoal da própria vítima – uma pessoa que não está mais entre nós para se defender e cuja memória merece ser tratada com o respeito que a lei e a dignidade humana exigem.

Não se julga, em um Tribunal do Júri, a vida de quem morreu; julga-se a conduta de quem é acusado por essa morte. A dor que não se vê no processo: para além dos autos, das teses jurídicas e das provas periciais, há uma família que, desde aquele dia, aprendeu a conviver com uma ausência que não se explica nem se resolve em audiência nenhuma. Jorge Luiz e Marlene, pais de Lucas Henrique, carregam consigo não apenas a saudade do filho, mas também o peso de reviver, a cada nova fase do processo, os detalhes de uma perda que interrompeu abruptamente uma vida e, com ela, uma parte da própria família. Muito do que essa família era até aquele dia morreu junto com Lucas Henrique – e o que resta é a busca legítima por verdade e por justiça, não como forma de vingança, mas como o mínimo que se deve a quem perdeu tudo de uma só vez”.

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Quem é Zuleika Lopes

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