Poeira, lama excessiva e caos nas vias internas prejudicam o cronograma de obras no Park Sul

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Uma obra há muito tempo aguardada por moradores de uma região nobre do Guará, está com atraso no cronograma, devido aos vários imprevistos no cotidiano do Park Sul

Anunciada com toda pompa e circunstância pelo governador Ibaneis Rocha, em setembro de 2023, no valor de 65 milhões e que inclui todo o hoje denominado Park Sul: ex SMAS, SCGVS e SOF SUL, a obra foi muito bem recebida por empresários, comerciantes e moradores. Confesso que sempre ouço reclamações de atraso de obras, que nunca acabam. Mas, hoje estou acompanhando de perto e considero que nem sempre a culpa é das construtoras. Como é difícil engajar todos os envolvidos no cronograma já pré-estabelecido.

O trabalho é minucioso e exige acompanhamento técnico diário. Qualquer intercorrência pode afetar um serviço já pronto. Como vamos ver na imagem abaixo.

Sub-base praticamente pronta. Teremos que refazer. O laboratório reprovou. Causando ainda mais transtornos.

Reclamações são muitas dos moradores, comerciantes e empresários. Reclamam diariamente da poeira e a construtora reclama da lama, causada pelo esgotamento das águas dos condomínios nas ruas que estão sendo preparadas para a nova massa asfáltica. Por outro lado, os condomínios se defendem, alegando que este tipo de esgotamento é permitido pelo GDF. Paulo Muradas da Associação dos Moradores do Park Sul defende os condomínios. “Não vejo outra alternativa, por ser um processo automatizado os condomínios não conseguem impedir que os reservatórios de águas servidas encham e o sistema de bombas esvazie esses reservatórios. Como falei, se isso não acontecer as águas inundam as garagens subterrâneas”, explica o representante.

Desvios diários, no trânsito interno, levam o caos para os motoristas

E as reclamaçõe só crescem: peço encarecidamente para que use essa mesma forma “paliativa” para asfaltar a nossa rua aqui tbm, pois os prejuízos para o nosso comércio já está ficando astronomicamente grande, o caminhão pipa quando passa só atrapalha mais ainda, pois vira uma lama extremamente chata, o que acaba afastando mais ainda nossos clientes.

Tem um engenheiro no grupo de zap, que escuta todas as demandas e tenta fazer o melhor possível para atender a todos.

Mais ampla e moderna, a rede de drenagem está sendo instalada para solucionar problemas antigos de alagamentos e enxurradas no setor, que passou por um grande adensamento nos últimos anos, com a construção de condomínios residenciais no bairro, que faz parte do Guará. Para isso, as equipes da Secretaria de Obras e Infraestrutura do DF (SODF) estão empenhadas na construção de 6,4 mil metros de galerias, além de quatro lagoas com capacidade para abrigar 29 mil m³ de águas pluviais.

Quando o carro pipa passa as reclamações são de lama. Quando não passa é o poeirão

Uma vez concluída a implementação da rede de drenagem, o foco de atuação das equipes será a realização das obras de urbanização. O projeto prevê que o setor receba nova pavimentação, iluminação pública em LED, paisagismo, mobiliário urbano, sinalizações horizontais e verticais, além de estacionamentos públicos e calçadas mais acessíveis.

O investimento total é próximo de R$ 65 milhões, sendo R$ 42,5 milhões custeados pelo GDF e os demais R$ 22,5 milhões pagos por incorporadoras que ergueram prédios residenciais no Setor de Garagens, Concessionárias e Veículos Sul (SGCV), como medida compensatória relativa ao Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).

Potencial Econômico

Antônio Batista lembra que “as ruas viravam riachos” quando chovia e diz acreditar que a situação vai melhorar com as obras

O ex-SOF Sul é uma importante área de desenvolvimento econômico da capital devido ao potencial de atrair empresas. Não à toa, é grande a expectativa dos comerciantes locais com o avanço das obras. “Eu estou acompanhando diariamente e está bem acelerado. Realmente, aqui recebia bastante água; as ruas viravam riachos. Acredito que vai melhorar bastante, ficar mais seguro para a gente”, relata o operador de baterias Antônio Batista, 61 anos.

Texto de Zuleika Lopes e complementação das informações da Agência Brasília

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Quem é Zuleika Lopes

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