Plantas aquáticas não afetam a qualidade das águas do Paranoá

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Por causas das chuvas intensas, espécies aquáticas se proliferam e se espalham, mas a Caesb garante que o lago continua em condições de uso para banho, esporte e lazer

As chuvas intensas no Distrito Federal estão provocando a repetição de um fenômeno que acontece todos os anos nesta época: a proliferação de plantas aquáticas no Lago Paranoá. Quem passou hoje (20) pela orla do lago pode observar que, em alguns pontos, o espelho d’água estava coberto por bolsões de plantas aquáticas. Mas ao contrário do que possa parecer, essas plantas não ameaçam a qualidade da água do Paranoá, conforme garante o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Luís Antônio Reis.  

Apesar de prejudicar a imagem do maior cartão-postal de Brasília, a presença dessas plantas não são indicadores de poluição ou que o lago não apresenta condições de balneabilidade. Elas, ao contrário, indicam a boa qualidade das águas do Paranoá. Isto porque, essas plantas só se proliferam em águas limpas, segundo o presidente da Caesb, empresa que monitora permanentemente o lago.    

Embora confundidas com cianobactérias ou algas, essas plantas são da espécie macrófitas, que vivem em ambientes aquáticos. No Lago Paranoá, a Caesb já identificou a predominância de três espécies: o aguapé, o pistia (também conhecida como alface d’água) e a salvinia (ou orelha de rato).

Os tipos de plantas aquáticas do Lago Paranoá só se proliferam em águas limpas

Durante o período de estiagem, bolsões dessas plantas tendem a crescer diante do sol constante, tempo brilhante e da calmaria das águas do lago, segundo explica o engenheiro da Caesb, Antônio Luís Harada. No período das chuvas, aumenta o fluxo dos ribeirões Gama e Riacho Fundo, que abastecem o Paranoá. “Com o impacto, essas plantas podem se desprender e espalhar, formando grandes agrupamentos em alguns pontos do lago, como está ocorrendo agora”, ressalta Harada.

Já o presidente da Caesb enfatiza: “As pequenas ilhas flutuantes que se espalham no lago, embora não proporcionem ao espelho d’água uma aparência agradável, não são prejudiciais ao banho nem ao uso do Paranoá como fonte de esporte e lazer da população. São apenas fenômenos naturais gerado pelo ciclo concentrado de chuvas no Distrito Federal”.

MONITORAMENTO DA QUALIDADE

O monitoramento do Paranoá é feito pelo Laboratório da Caesb por meio de amostras de água recolhidas semanalmente em 10 pontos de pesquisa, distribuídos em torno dos 48 quilômetros quadrados abrangidos pelo lago. Dois tipos de testes são feitos: um para medir o pH (grau de acidez, neutralidade ou alcalinidade da água) e outro para aferir a quantidade de coliformes fecais (bactéria Escherichia coli) e de algas.

A companhia lembra que as águas das áreas próximas das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da Asa Norte e da Asa Sul, mesmo após serem tratadas, são permanentemente impróprias para banho ou atividades esportivas.

LIMPEZA DO LAGO

Além de monitorar a qualidade da água, a Caesb também é responsável pela remoção dos bolsões de plantas aquáticas. Esse trabalho é feito, principalmente, pelo barco “Papaguapé”. É uma embarcação especial, projetada para esse tipo de operação. No momento, o “Papaguapé” está em manutenção, aguardando peças de reposição fabricadas no exterior. Em breve, o barco volta a operar, segundo a Caesb.

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