As cantoras de reggae ceilandenses, Fernanda Brasil, Ana Cardoso, Júlia Mota e Erikah Barras, vão realizar apresentações solos dentro do Restaurante Comunitário da Ceilândia
E a última cidade a receber o projeto Democratização do Reggae será a Estrutural, dia 29/08, no Restaurante Comunitário da Ceilândia, localizado no centro da cidade. Em paralelo às apresentações musicais, estará acontecendo a Feira Preta, com artesãos da cidade, na área externa do Restaurante Comunitário. A partir das 11 até às 14 horas do sábado, os frequentadores poderão almoçar escutando uma boa música, com cantoras de reggae locais e que já atuam no cenário musical do DF.
Ceilândia é palco de inúmeros encontros populares que o estilo reggae é incluído e bem difundido, no território. Como também vem crescendo o número de cantores e cantores deste gênero musical. Para esta última edicção do projeto que já percorreu as cidades de Samambaia, Areal e Estrutural, quatro cantoras estarão soltando seu suingue, nesta apresentação que tem tudo para ser um marco de democratização da cultura ceilandense.

“A cultura é muito cara. A luta é pela alimentação. Este público jamais teria acesso a música de qualidade nas periferias. Queremos levar esperança a todos, independente de classe social”. A cultura, através da música tem este poder”, esclarece o cantor Wagner Gamma, idealizador do Democratização do Reggae, que conta com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).
A atração principal é a banda do cantor Wagner Gamma, a Reggae Jazz Band, que convida cantores da própria região para mostrar seus talentos. São elas, Fernanda Brasil, Ana Cardoso, Júlia Motta e Erikah Barras. DJ Micro, fará participação especial com sua discotecagem.É um artista multifacetado do Guará. Que se destaca como DJ, produtor musical, grafiteiro, artista plástico, ritmista e produtor cultural. Com uma trajetória marcada pela fusão entre a musicalidade e a expressão visual, ele construiu sua identidade artística através de batidas envolventes e uma conexão autêntica com a cultura de rua.

Com um repertório que passeia por reggae, ragga, dancehall, dub, rap, trap, funk e samba, DJ MicRo 061 utiliza sua sonoridade para criar atmosferas imersivas que celebram as raízes e a evolução da música urbana.

A Feira Preta tem o propósito de valorizar a cultura local de cada cidade e como forma de incentivo e fortalecimento ao empreendedorismo e troca dentro da comunidade.
Wagner Gamma
Para o músico radicado em Samambaia, que há anos canta nas periferias do nosso quadradinho, “Este projeto foi pensado, idealizado por mim e agora executado, para alcançar os invisíveis da nossa sociedade, como a população de rua e os vulneráveis que frequentam os restaurantes comunitários, pelo valor simbólico da alimentação”, explica Gamma.
Pianista, cantor e compositor, nascido no DF, filho de artistas do circo Gude Grude, Wagner Gamma começou na música no ano 2000 em projetos sociais da igreja. Fundou as bandas “Mariroots” e “Os filhos da luta” onde ganhou força no cenário do reggae no Distrito Federal. Entre suas atividades já realizadas está o Coletivo Ocupa Reggae. Um projeto que realiza movimentos nas periferias e centros com bandas e cantores que estão produzindo música, em suas respectivas cidades.
Rede Social : @demoreggae.df










