Patinetes elétricos chegam ao Guará e a utilização exige ítens de proteção

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Hospital de Base registra aumento de atendimentos e reforça necessidade de cuidados. No Guará, eles estão instalados na QE28 e próximo à Estação Guará do Metrô Veja como funciona no link:

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Por Ivan Trindade

No dia 7 de agosto de 2025, o professor Thiago Cesar, de 39 anos, atravessava a avenida W3 rumo à W2, próximo ao Brasília Shopping, quando sofreu um grave acidente de patinete elétrico. “Um carro jogou luz alta sobre mim, precisei desviar e o patinete deu uma guinada muito forte. Fui arremessado direto contra o shopping”, relembra.

O socorro foi imediato, mas a gravidade da lesão o levou ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), onde já passou por mais de duas cirurgias para tratar uma fratura exposta na perna. “O atendimento está sendo muito bom, mas é um processo lento”, afirma Thiago, ansioso para retornar à normalidade.

Casos como o de Thiago vêm chamando a atenção dos profissionais. Levantamento da Central do Trauma do HBDF mostra que, apenas em abril de 2025, foram 11 atendimentos a vítimas de acidentes com patinetes elétricos. Em maio e junho, houve seis registros em cada mês, sete em julho e quatro até o dia 19 de agosto. A tendência é de alta, já que novas ocorrências chegam ao hospital todos os meses.

Segundo o chefe da Ortopedia do HBDF, Rodrigo do Carmo, a situação preocupa. “Ao alugar um carro, há seguro para cobrir acidentes. Já com o patinete isso não acontece em Brasília. O aumento desses casos tem impacto direto na rotina dos pacientes e das equipes médicas”, afirma.

A internação de Thiago envolveu procedimentos complexos: fixação externa da fratura, limpeza, antibióticos, avaliação de infecção e, posteriormente, colocação de placa, parafusos e haste intramedular.

Além das fraturas graves, há também atendimentos de menor intensidade, mas que demandam estrutura. “Contusões e torções exigem exames de imagem, consultas ambulatoriais e sessões de fisioterapia”, completa o ortopedista.

Recuperação vai além do centro cirúrgico

O fisioterapeuta André Luiz Maia, especialista em traumato ortopedia e desportiva do HBDF, lembra que a reabilitação é tão importante quanto a cirurgia. “O médico reconstrói a parte anatômica, mas é a fisioterapia que devolve a funcionalidade. Nosso papel é guiar o paciente no retorno à autonomia, seja para andar, tomar banho sozinho ou voltar ao trabalho”.

O processo é gradual: primeiro o controle da dor e do inchaço, depois exercícios de mobilidade, fortalecimento e, por fim, atividades práticas como subir escadas ou levantar-se de uma cadeira. “Nos acidentes de patinete, geralmente são jovens e ativos que, de repente, perdem a independência. Por isso, além da recuperação física, trabalhamos a confiança e a reinserção social”, explica.

Este menininho está muito curioso sobre o novo equipamento. Lembrando que ele é elétrico

Outro ponto essencial é a prevenção de complicações futuras, como rigidez articular, perda de massa muscular e dificuldades de locomoção. “Orientamos sobre o uso correto de muletas, segurança nas atividades do dia a dia e retomada gradual dos esforços. O impacto não é só clínico, mas social: o paciente muitas vezes fica afastado do trabalho e perde qualidade de vida. Nosso papel é devolver autonomia e confiança”, reforça André.

A história de Thiago e os números recentes reforçam a necessidade de conscientização. Para os especialistas, a mensagem é clara: práticos, os patinetes elétricos também representam riscos. Já para Thiago, que ainda segue internado no Hospital de Base, permanece o alerta aos usuários dos patinetes. “Minha dica é: use equipamentos próprios, com manutenção garantida, e nunca dispense os itens de proteção”, conclui.

Regras para uso de patinetes

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) explica que a circulação de patinetes é regulamentada pela Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Os patinetes não são veículos, mas sim equipamentos de mobilidade individual autopropelidos.

👉 Como a própria definição já impõe, deve transportar apenas um indivíduo em sua estrutura.

👉 Os patinetes podem circular:

  • em áreas de circulação de pedestres, com velocidade máxima de 6km/h;
  • em ciclovias e ciclofaixas, com limite de 20 km/h;
  • em vias com velocidade máxima regulamentada de até 40km/h, sempre nas laterais da pista e no mesmo sentido dos veículos automotores.

👉 A circulação em vias arteriais, de trânsito rápido, rodovias e estradas é proibida.

Apesar de a legislação não exigir o uso de capacete, o Detran recomenda o uso de roupas apropriadas e capacete ciclístico, como forma de garantir mais proteção aos usuários.

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Quem é Zuleika Lopes

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