Rede Feminina inicia programação do Dia da Mulher com bazar no Hospital de Base

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Evento reúne mais de mil itens com preços a partir de R$ 2 e ajuda a financiar ações de apoio a pacientes em tratamento oncológico

Quem passou pelo estacionamento do ambulatório do Hospital de Base (HBDF) na segunda-feira (9) encontrou um movimento diferente do habitual. Araras cheias de roupas, mesas com brinquedos, utensílios domésticos e dezenas de pessoas garimpando oportunidades marcaram o início do bazar promovido pela Rede Feminina de Combate ao Câncer.

A ação ocorre no hospital, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), e segue até terça-feira (10), com mais de mil itens à venda a preços acessíveis, alguns a partir de R$ 2. Toda a renda arrecadada será destinada às atividades da Rede Feminina, que presta apoio a pacientes em tratamento oncológico.

Corre, que ainda dá tempo de aproveitar os mais de mil itens à disposição

De acordo com a coordenadora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, a iniciativa vai além da arrecadação de recursos e também busca ampliar o acesso da população a produtos em bom estado por valores simbólicos. “Nosso propósito é ser uma ponte entre quem quer doar e quem precisa receber, então acaba virando um palco de oportunidades. As pessoas sempre saem daqui felizes”, explica.

Entre os itens disponíveis estão roupas, sapatos, brinquedos, acessórios e utensílios domésticos em excelente estado de conservação. Os valores começam em R$ 2 e os pagamentos podem ser feitos por cartão de crédito, débito, Pix ou dinheiro, com possibilidade de parcelamento em até seis vezes sem juros. Ao final da ação, os itens que não forem comercializados serão destinados a outras instituições.

Acompanhando um familiar internado há dois meses, Danielle Lira decidiu aproveitar a oportunidade para fazer algumas compras. “As coisas estão muito boas, e o preço realmente vale a pena. O bazar é uma excelente ideia para dar nova vida a objetos que estavam parados, além de contribuir com a renda da Rede Feminina”, comenta. Ela conta que teve pouco tempo para olhar todos os produtos disponíveis, mas diz que, se pudesse, “ficaria até o final, garimpando tudo”.

Antônia Ageni Oliveira de Sousa, paciente do HBDF, também se surpreendeu ao encontrar o bazar ao chegar para realizar uma sessão de radioterapia. “Os preços estão ótimos, e eu adoro comprar em bazar”, afirma. “Vou voltar amanhã para olhar com mais calma.”

Colaboradores do hospital também aproveitam a iniciativa. Voluntária da Rede Feminina há mais de quatro anos, Lúcia Helena de Jesus destaca que a ação beneficia diferentes públicos. “O bazar ajuda quem vem comprar pelos preços mais baixos e também contribui com os recursos da Rede Feminina”, reforça.

Uma novidade desta edição são itens provenientes do setor de achados e perdidos do Aeroporto Internacional de Brasília, que foram doados à instituição. Entre os produtos estão garrafas térmicas e travesseiros de pescoço. “O aeroporto identifica instituições de trabalho voluntário e faz doações desses itens, e nós fomos contemplados. A venda deles também vai para a Rede Feminina”, explica Larissa.

Programação especial

As ações em homenagem ao Dia Internacional da Mulher começaram no domingo (8), quando voluntárias realizaram atividades de acolhimento com pacientes atendidas no hospital. A programação segue ao longo da semana. Na quarta e quinta-feira (11 e 12), a Rede Feminina promoverá ações dentro do Hospital de Base voltadas a pacientes, acompanhantes e colaboradoras, com distribuição de lembranças e momentos de acolhimento.

O encerramento ocorrerá na sexta-feira (13), na Casa de Apoio da Rede Feminina, localizada no Núcleo Bandeirante. No local, 20 pacientes em tratamento oncológico receberão kits de maquiagem e participarão de uma breve oficina de automaquiagem. O espaço oferece hospedagem solidária para pacientes de outros estados que realizam tratamento no Distrito Federal e não têm onde ficar durante o atendimento.

Para Larissa, as atividades são uma forma de celebrar a data promovendo acolhimento e esperança. “Vem para a gente lembrar do motivo de estarmos aqui, que é essa tentativa constante de enxugar lágrimas e provocar sorrisos”, relata.

*Com informações do IgesDF

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Quem é Zuleika Lopes

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