Mais uma noite se passou sem que as famílias de dois desaparecidos do Guará tenham notícias dos seus entes queridos. A senhora Ana Maria, 70 anos, moradora do Guará I e que toma remédios controlados, desapareceu no último dia 13 de maio. Nesta manhã do dia 14 de maio, foi encontrada e levada para casa, ainda confusa, e irá fazer exames médicos. Final feliz!
Já o jovem Alisson Mendes, 30 anos, trabalhador em uma padaria na QE 30, saiu do trabalho , por volta das 22h40 na noite do dia 12/05 , supostamente na direção de sua residêcia na QE 40 do Guará II, não apareceu em casa e nem atende celular. Sua mãe, aflita, clama por notícias.
A reportagem perguntou se a a mãe de Alisson, Maria Francisca Mendes, já tinha ido a delegacia, 4ª DP, fazer ocorrência, e ela argumentou que estava esperando completar as 24 horas do desaparecimento. Mas, afinal, o que diz a lei?
Especialmente nos casos de vulneráveis, como crianças e adolescentes, a lei n.º 11.259 determina que a investigação policial seja IMEDIATA. Contudo, não é incomum encontrar delegados que orientam a família a aguardar 24 horas antes de apresentar a ocorrência. Cabe ressaltar que a recusa da autoridade policial em registrar o Boletim de Ocorrência e realizar as buscas, é tipificada como CRIME DE PREVARICAÇÃO.
A legislação dispõe que nos casos de desaparecimento de crianças e adolescentes, além de registrar o Boletim e iniciar as buscas, se faz necessário também acionar a Polícia Federal, rodoviária e aeroportos.
No desaparecimento de pessoas adultas, também NÃO É NECESSÁRIO AGUARDAR 24 HORAS. O Ministério Público da Bahia orienta que “assim que perceber que um familiar desapareceu, compareça a uma Delegacia de Polícia para registrar a ocorrência. Faça imediatamente o Boletim de Ocorrência, pois esse é o documento que desencadeia oficialmente a investigação de um desaparecimento. Além disso, ligue para Emergência 190 e comunique o fato à Polícia Militar para que essa também possa auxiliar nas buscas”.
Em relação ao 4º Batalhão da Polícia Militar, o Blog da Zuleika, acionou o órgão militar, através das redes sociais ,que repostou as postagens. Ou seja, estão cientes e atentos a qualquer sinal das vítimas de desaparecimento.
Brasília

Outro caso emblemático e que se arrasta há vários dias é de outro jovem, que residia no Plano Piloto, em Brasília. Yuri Sant’ Anna, 31 anos, massoterapeuta, desde abril não tem contato com a família e amigos, cuja mãe mora no Riacho Fundo. Saiu de casa com uma camiseta rosa, calça cáqui e uma bicicleta antiga, conforme imagens das câmeras de segurança do edifício onde morava, e de onde estava se mudando no dia do desaparecimento. As buscas já se alargam para as bandas da Chapada dos Veadeiros, há poucas horas de Brasília, pois o jovem tem paixão por acampar e estar junto à natureza.
Nos dois casos os celulares estão sem receber as mensagens enviadas por amigos e familiares!
- Com informações do portal JusBrasil










