Boneca hoje, mãe amanhã

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Por Mayara Franco

Apontada como uma gestação de alto risco decorrente das preocupações que traz à mãe e ao recém nascido, a gravidez na adolescência (11 a 17 anos) nesta faixa etária pode acarretar grandes problemas  sociais e biológicos.

A gravidez nessa fase ocorre em um momento de intensas mudanças corporais e é um período da vida rico em manifestações emocionais, caracterizadas por ambiguidade de papéis, mudança de valores e dificuldades perante à procura de independência pela vida. É encarada de forma negativa do ponto de vista emocional e financeiro das adolescentes e suas famílias, pois se altera drasticamente as rotinas dos futuros pais. 

No Brasil, cerca de 930 adolescentes e jovens dão à luz todos os dias, totalizando mais de 434,5 mil mães adolescentes por ano. Este número já foi maior e agora está em queda. Ainda assim, o Brasil registra uma das maiores taxas se comparado aos países da América Latina e Caribe, chegando a 68,4 nascidos vivos para cada mil adolescentes e jovens. Afinal, a gravidez não intencional nesta fase pode trazer consequências para toda a vida.

Consequências e riscos

A gravidez na adolescência pode trazer consequências emocionais, sociais e econômicas para a saúde da mãe e do filho. A maioria das adolescentes que engravidam abandonam os estudos para cuidar dos filhos, o que aumenta os riscos de desemprego e dependência econômica dos familiares. Esses fatores contribuem para a perpetuação da pobreza, baixo nível de escolaridade, abuso e violência familiar, tanto à mãe como à criança.

Além disso, a ocorrência de mortes na infância é alta em filhos nascidos de mães adolescentes. A situação socioeconômica, a falta de apoio e de acompanhamento da gestação (pré-natal) contribuem para que as adolescentes não recebam informações adequadas em relação à alimentação materna apropriada, à importância da amamentação e sobre a vacinação da criança.

Também é grande o número de adolescentes que se submetem a abortos inseguros, usando substâncias e remédios para abortar ou em clínicas clandestinas. Isso tem grandes riscos para a saúde da adolescente e até mesmo risco de vida, sendo uma das principais causas de morte materna.

Sobre a família, o ideal é que ofereça apoio para evitar que a adolescente desenvolva transtornos psicossociais. Quando ocorrer esse problema, é possível buscar apoio de psicólogos, tanto para a gestante, quando para a família e o pai da criança

Agora vamos falar outro ponto pouco discutido, como evitar e prevenir a gravidez precoce na adolescência.

– A informação é a melhor saída para evitar uma gestação indesejada (converse com seus filhos).

– Pais ou responsáveis devem prestar atenção nas mudanças de comportamentos e atitudes diferentes das de costumes 

– Saber as amizades que andam e ter referências da família e dos pais

– Não permitir acesso a conteúdos adultos e fora da sua faixa etária.

– Conversar sobre sexo, formas de prevenção e as dificuldades de se ter um filho na adolescência

Tudo isso é importante para orientação do adolescente e o fará se sentir mais confiante e seguro do que ele não quer pra ele.

Você pai/mãe ou responsável é o maior contribuidor na vida do seu filho(a).

Acredito que o diálogo com os filhos e falar de sexo com certa naturalidade é fundamental. Sabemos que não é fácil, muitos pais não conseguem falar sobre isso com seus filhos, mas procurar uma certa abertura, por exemplo ao assistir uma novela que aparece cena de sexo, e aproveitar para comentar isso na família. Se o adolescente tem dificuldade de obter orientação na família ele pode procurar a escola também. Na escola muitas vezes os professores estão um pouco mais preparados para dar orientação para essa adolescente.

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